sábado, 31 de dezembro de 2016

VIDA - A TODAS E TODOS






Neste dobrar de esquina, do Mundo, ou de uma época, em 2016 , e, ou nos Futuros desejo-vos:

A melhor passagem e o melhor ano, neste canto muito calmo e sossegado, quase uma ilha, quando no mundo-continente acontece uma Revolução tremenda, mas será bom, será mau, estar nas Berlengas do Mundo até o fim dos tempos, e sair de quando em vez : Fundação de Portugal, Cantigas de Escarnio e Mal Dizer com D, Dinis, Revolução de 1383, Descobrimentos, Camões, Restauração 1640, 1755 e Marquês de Pombal, 1820 com Gomes Freire, 1910 com Machado Santos, 25 de Abril 1974 ?

O mais.... e o quando voltaremos ao solo da Revolução, o Tempo, o Mundo e os portugueses o dirão, entretanto, e sempre, boa Saúde , felicidade, Amor e o melhor para todos... e o melhor 2017 possível e a construir um ainda melhor futuro .....

Abraços e beijos segundo os corações

andrade da silva

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SER, SENDO HUMANO.



Ás minhas e amigos humanos, a Hosana de sempre e para o Futuro :

Acreditar em si mesmo, e fazer o nosso melhor;

Amar o outro, com a melhor intensidade e verdade;

Olhar o Belo, o Nu, a Natureza, e ficar sábia e generosamente deslumbrado;

Ser altruísta e lutar pela Liberdade, a Justiça Social e a Solidariedade activa;

Ficar espantado com a imaterialidade do Universo;

E, assim, descobrir ou inventar um território/ continente de paz e de felicidade -  Renascer Humano!....

Do outro lado só existe a escuridão de breu, os Diabos e o inferno.

Renascer Humano e Reconstruir o mundo Social e Psicológico em cada um de nós e no Cosmos, eis  o que, vos desejo -amigas e amigos no 16 que parte e no dezassete que aí vem.

EIA!

A minha amizade!

Amo-vos oh Humanos, Invictos, Luminosos, Amantes do Amor, do Nu, do Mundo, do Belo, da Sabedoria!

Aos que passam, e não têm tempo, passai, mas nunca vereis o Horizonte!

abraços e beijos, segundo os corações

joão

Com Manuel Gaspar descobrir Portugal e também a este escritor- cantor que nos interpela, descobri-o nas minhas errâncias por Lisboa, e sobre si disse-me : Só Deus Sabe!
Será injusto que esteja eventualmente esquecido, o mesmo com a Helena Biscaia e Alma Borges e outras e outros nobres artistas

Manuel Gaspar canta:



O POVO É QUEM MAIS ORDENA.



QUEM NOS DOMINA, NÃO NOS VENCERÁ.

VITÓRIA!

Porém, a questão crucial está em quem nos ORDENHA, é mais subtil, mas, ainda, mais letal.
Todos os servos e eunucos se rendem a uma boa ordenha, e, depois, restam os nadas e as cliques servidas por escravos, servos e demais patranhados, ou sejam, os apanhados pela patranha..

Que fazer?



LIBERTAR-SE. LIBERDADE. PENSAR  E AGIR...

Entretanto, passei, incidentalmente, por uma vigília de trabalhadores, em frente da Câmara da Amadora . Os trabalhadores acusam a PRESTIBEL, empresa de segurança privada, de estar a fazer TERRORISMO SOCIAL. Entre as e os presentes encontrei duas verdadeiras capitães de Abril, de tal sorte, que disse aos mais jovens presentes, entre eles, uma rapariga alentejana com o sobrenome Andrade ( quiçá somos primos??) que de facto ali não fazia falta, alguma, um capitão de Abril.....

Referi-lhes que estava sempre disponível para ir falar do 25 de Abril, desse acto de transcendente importância, porque NÃO HÀ COISA PIOR que DITADURAS , e em Portugal nada, de tão mau e mal, se compara ao Miguelismo ( ler Camilo) e ao Salazarismo, e quanto ao Futuro Veremos o que aí vem?????

andrade da silva



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

SABEDORIA!



O Ser humano é estranho...
Briga com os vivos, e leva flores para os mortos;
Lança os vivos na sarjeta, e pede um "bom lugar para os mortos";
Afasta-se dos vivos, e agarra-se desesperados quando estes morrem;
Fica anos sem conversar com um vivo, e desculpa-se , faz homenagens, quando este morre;
Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto;
Critica, fala mal, ofende o vivo, mas santifica-o, quando este morre;
Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas autoflagelam-se quando estes morrem..
Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida.
É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!

(Papa Francisco)


PS:
Da minha parte, quem me desamou, durante a minha vida, desobrigado fica ,eternamente , depois da minha partida, de ter o menor gesto de cínico, para ,por uma questão de dissonância cognitiva ,parecer-se bem, perante outem que ,eventualmente, diga de mim. o tipo até era um gajo assim e coisa, não era tão ...., como alguns o pintaram... coisas...





AMOR!


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

MILAGRE DA SABEDORIA E AMIZADE.




QUE A AMIZADE SEJA O MILAGRE QUOTIDIANO NOS CORAÇÃOS E ALMAS DAS NOSSAS E NOSSOS AMIGOS!......

AS DIFERENÇAS ENTRE OS HUMANOS SÃO QUASE SEMPRE MUITO PROFUNDAS, RADICAM NO INSTINTO OU INTERESSE EGOÍSTA, SER HUMANO E AMAR O OUTRO É UMA TAREFA DE UMA VIDA - TRANSCENDENTE!

CONTO SOBRE A AMIZADE:

https://www.youtube.com/watch?v=EZhPbT2Fkmg

ASILVA

...
PS:

terça-feira, às 11 horas da manhã, episódio nº2 da Reforma Agrária na TV2 . No pouco tempo que me deram de antena digo da Justiça da parte do que me coube fazer, como delegado eleito do MFA naquela Revolução traída por muitos, muitos, e MATADA com carros de combate e baionetas, e tanta vil mentira no 25 de Novembro 75.


domingo, 25 de dezembro de 2016

04 - A MEMÓRIA DOS HOMENS * O rimance (necessário) do natal





Naquele tempo, Roma impunha o seu Império!

A força do Poder calcava a Palestina!

Só uma paz havia --- a paz do cemitério!

É vil a tirania! E, bárbara, assassina!



Sofria o Povo a dor ferida dos vexames!

Na Pátria que era sua, impunham-se os estranhos!

Se a resistência ousava uns tímidos tentames,

a lei impunha ao Povo agruras e arreganhos.



Desordem ordenada. Absurda impunidade.

Mordiam os mastins. A raiva à luz do dia.

Ninguém pode gritar um viva a liberdade!

O Povo assusta Roma! O Povo que sofria!



Senhora do maior Império deste Mundo!

Tropel de legiões! O medo é violento.

A surda profecia é um andrajo imundo,

lavado de suor, calando a voz do vento.



Cumprindo a lei, lá vai a grávida Maria…

Jerusalém é longe… incerta é a chegada.

Exausto de opressão, o Povo obedecia.

Outras Marias vão, doendo a mesma estrada…



A Natureza-Mãe sorri da tirania.

Tiranos tantos viu que lhes perdeu a conta!

E quantos mais verá se o sangue, cada dia,

insiste em derramar-se em pântanos de afronta?



Herodes é o rei. O títere amestrado.

Roma pagou o preço, em saldo, dos traidores…

Que importa que Maria, exausta, ceda às dores?

Que importa mais um parto assim desesperado?



Cumprida a gravidez, o tempo é de nascer!

Com todo o seu império, a Roma possidente

atónita ficou, sem conseguir deter

o ventre humilde e em dor duma parturiente…



Maria deu à luz em data e hora incertas.

O mês, o dia… pois… isso que importa agora?

Nos basta que pariu… e que, de asas abertas,

um anjo anunciou, na noite, uma ígnea aurora.



Cresceu o seu menino até ao infinito…

Foi mestre e desprezou riquezas e vãs glórias…

Traído e morto foi… num torpe veredicto…

Depois, diversas são, no mito, as trajectórias…





José-Augusto de Carvalho
In “O meu cancioneiro”, Setembro de 2009.

sábado, 24 de dezembro de 2016

NATAL!





VIVAM AS CRIANÇAS. DEFENDAMOS AS CRIANÇAS E O MUNDO. GENTES ACORDEMOS!

As crianças cantam.


Vivam as crianças!

Uma lágrima por tantas e tantas tão abandonadas: Alepo, Mossul, África, Iémen, Europa , EUA e em Portugal...

LUTEMOS!

Não fechemos os olhos, os ouvidos, a boca e, sobretudo, os corações, gelados ás crianças, idosos e todos os que sofrem, e nestes os animais mesmo os tão nossos fiéis amigos: cães, gatos.
Abraços e beijos segundo os corações

joão

Wiener Sängerknaben - Stille Nacht (Los Niños Cantores de Viena cantan Noche de Paz)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!

                                                   FUNCHAL nos 23 de Dezembro



Viva o Natal madeirense e de todas as partes do Cosmos!

Bom Natal às amigas e amigos do coração em Portugal, Brasil, França, Suécia e onde quer que estejam, à minha família, aos assim, assim, e a todas as mulheres e homens que amam.

Os subhumanos não os conheço, nem reconheço .

Segundo a grande lição de vida de Cristo:" tomai e comei... fazei isto em  memória de mim", vivo o Natal em memória dos que partiram e em celebração do nascimento.

Meu coração e alma estão sempre convosco.

Abraços e beijos, segundo os costumes e os corações.

Natal 2016

joão

CELEBRAÇÂO DO NASCIMENTO

05 - POEMÁRIO Analfabeto político

Bertolt Brecht - Analfabeto Político




O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.


Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, da renda, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.


O analfabeto político é tão burro que se orgulha e enche o peito dizendo que odeia a política. 

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, mentiroso, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

DIAS, ASSIM.... CINZENTOS....





Um dia cinzento, no meio de amigos que tinha como progressistas, assim, assim ,ouvi o trampismo português:

O 25 de Abril foi um quase- crime , o regime marcelista estava podre,  ia regenerar-se;

A Descolonização foi a entrega e abandono das colónias aos Russos -um crime de traição;

Os militares são  a maior inutilidade existente no mundo e bem paga, afirmação de um advogado;

Só valeríamos alguma coisa, se agora, e, por consequência de termos feito o 25 de Abril, puséssemos os ladrões dentro das grades, e fossemos buscar o cacau roubado , assim, se manifesta outro indignado que diz defender o 25 de Abril, mas nestes termos ,pessoalmente, em Novembro de 2012 numa conferência de Paulo Morais na A25A, apelei para que se lutasse para reavermos 200 mil milhões saqueados nas últimas décadas por cerca de 10.000 políticos de todos os níveis, banqueiros e agentes do imobiliário e obras públicas.

Mas os factos que contrariam as narrativas, não contam, e se aconteceram há  uma relativização total: isso acontece, sempre acontecerá, logo...

Resultado desta refrega paguei por um prato de bacalhau que, perante tanto desaforo- que denunciei nos seus exactos termos, como sempre fiz e farei - acabei por não comer.

Há ambientes protegidos para uns , mas outros andam, onde se move  o povo português em geral, e , aqui, as coisas acontecem. De tudo isto fiquei com o salvado - o pior e mais caro bacalhau que já almocei na minha vida, incluindo os tempos de guerra e 2 anos de prisão na Trafaria.... coisas... há dias cinzentos! Coisas....

asilva



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

07 - REGISTO * Discorrendo... Da humana condição


Visita-me amiúde a nostalgia do final da minha infância/início da adolescência. Findara o pesadelo da II Grande Guerra (1939-1945); às manifestações de horror perante o holocausto somavam-se as manifestações de horror também pela deflagração das duas bombas atómicas lançadas pela aviação norte-americana sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaky, a 6 e 9 de Agosto de 1945.

Ao tempo, diziam os adultos que tamanha barbaridade era incompreensível pelo desprezo que revelava para com os mais elementares direitos à vida.

Sabemos ou no mínimo intuímos que a guerra é um confronto violento e mortal para muitos que nela intervêm. Quando já não há mais palavras (Rafael Alberti), a violência impõe o seu fatal “diálogo”.

Desde os mais recuados tempos da Humanidade que a guerra semeia sangue e luto e morte.

O mito de Abel e Caim (Genesis) é como uma maldição persistindo em nos demonstrar que o Homem é o assassino do Homem.

Ninguém contesta a universalidade bíblica. Todos nós, dos mais bem informados aos mais mal informados, conhecemos o mito de Abel e Caim como conhecemos os diversos apelos à humana fraternidade: amai-vos uns aos outros / não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Nem por fé nem por amor pela Humanidade foi possível fazer medrar no planeta o respeito pela Vida.

Eu sei que só me represento a mim, triste e insignificante condição para ter a veleidade de ser ouvido; mas tenho o direito que ninguém me recusará, assim o espero, de me indignar.

Se a morte não é boa companheira, muito menos é a morte provocada pela violência.

Desde há milénios que a Humanidade anda vestida de luto.

Desde há milénios que medra o rancor e o azedume nos corações dos povos que mais viveram e sofreram morte e luto, violência e humilhação, opressão e desprezo, esbulho e miséria.

Hoje, a Imprensa é um rosário deprimente e, ao mesmo tempo, um diário da nossa vida onde os valores do Amor, da Concórdia, do respeito aparecem violentados.

Será que nos basta fazermos nossas as palavras bíblicas do Nazareno: Perdoai-lhes, Pai, porque eles não sabem o que fazem!

Se sim, perdoamos há milénios e não vemos resultados. Tudo continua como se nada perdoássemos.

Do mundo ressaltam os factos. Os factos são uma acusação que ninguém pode ocultar e a memória dos Homens não permite que o esquecimento os anule.

Daqueles meus velhos tempos de inocência até aos dias de hoje sempre a inquietação esteve na ordem do dia. A Paz e a Concórdia sempre foram como o horizonte --- sempre à vista, nunca ao nosso alcance!

Que nos reste a esperança de que um dia saibamos ser dignos de nós. E aí, certamente, a Paz e a Concórdia se deixarão alcançar.
.
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 21 de Dezembro de 2015.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SIM CÓSMICO À HUMANIDADE ! NÃO TOTAL AOS CRIMES CONTRA O HOMEM!




VOZ CLARA, POSIÇÃO DE PÉ ,DE PORTUGUÊS, CIDADÃO DE PORTUGAL, DE ABRIL E DO MUNDO. EM PORTUGAL REINA UMA COMPLETA COCOFONIA O POUCO DO GOVERNO É APRESENTADO COMO MUITO E CONVENCE, PORQUE, DEPOIS DA POLÍTICA DE DESTRUIÇÂO E DO ÁCIDO SULFÚRICO SOBRE OS NOSSOS CORPOS, DE PEDRO PASSOS COELHO- UM CAVALEIRO DO APOCALIPSE- QUALQUER GOTA DE CHUVA É UMA BENÇÂO: ASSIM VAI PORTUGAL, NESTA EUROPA, ENTREGUE AOS BANQUEIROS QUE NOS DESAMAM.... TEMOS DE MUDAR O PARADIGMA, OU....????

EIA!

UM SIM CÓSMICO AO:



SIM À HONESTIDADE;
SIM À VIDA,
SIM AO ABRIL NÃO ROUBADO;
SIM À VERDADE,
SIM AO AMOR / AMIZADE,
SIM À JUSTIÇA,
SIM À SOLIDARIEDADE,
SIM À CORAGEM.
SIM À HUMANIDADE,
SIM À LIBERTAÇÂO DE ALEPO, YEMEN, E DE TODOS OS ESCRAVOS.
SIM AOS NÃOS TOTAIS :


Matar um jovem no Alentejo 1979. ou em Alepo, ou em outra qualquer parte é um CRIME LESA HUMANIDADE.



Não aos governos de Terror e de pilhagem.
NÃO E COMPLETA CONDENAÇÃO de Pedro Passos Coelho ( o PSD já o faz, logo, que coragem é necessária para o fazer ?) Portas e Cavaco;
Não  a governos e partidos que, no mínimo, não se indignam, quando se DEVIAM REVOLTAR , CONTRA OS MAIORES CRIMES DAS GUERRAS PREVENTIVAS E TERRORISTAS ; OS GENOCÍDIOS, OU ESSA CANALHADA QUE MATOU HEMOFILICOS COM SANGUE CONTAMINADO, OU COM NEGOCIADAS DE PLASMA DE MILHÕES DE EUROS, ENQUANTO, MORRERAM MUITOS, MUITOS (QUANTOS?) NAS URGÊNCIAS HOSPITALARES NUM DOS INVERNOS PASSADOS POR: FRIO, FOME, DESIDRATAÇÂO E FALTA DE MEDICAMENTAÇÂO ( se quem deveria saber não soube, ou não sabe, perguntem a Maria de Belém, que referiu esse número - enorme, assombroso- numa tertúlia em Lisboa . Noticia CM: no período de 13 a 26 de fevereiro de 2012, do surto de gripe, resultou a morte de 6110 pessoas- obviamente, que uns milhares não teriam nenhuma hipótese, mas uns, outros milhares, teriam ou não teriam a hipótese de superar a gripe? Há quem afirme que não foi feito o adequado para salvar estes milhares, logo... ),
Não aos corruptos e seus encobridores,
Não à vilanagem que se não matam já, matam prá semana,
Não a governos com gentes que se amanham com os bens públicos,
Não a governos que nada sabem e nada dizem sobre os genocídios intenacionoais Alepo , Yemen e a total ineficácia da ONU;
Não a governos que não denunciam a pilhagem dos países pobres, a quem vendem muito armamento ,
Não a governos que não combatem a CORRUPÇÃO,( que não se pode resumir, nem é, a fantochada das prisõs preventivas por algum tempo, e depois tudo se cala e consente... canalhada....) A IMPUNIDADE, ( em Portugal nenhum grande corrupto preso, apesar de alguns, até, já terem sido condenados em 1ª instância) A INJUSTIÇA FISCAL E A ESPIOLAÇÃO DOS POVOS DE PORTUGAL; GRÉCIA etc com o garrote financeiro da divida pública e dos juros;
NÃO À COBARDIA E INDIFERENÇA DE TANTOS PORTUGUESES que não ligam nada ao que acontece, e a muitos que só seguem os seus tutores, como os discípulos seguiam a Cristo :” deixa tudo e segue- me”, sobretudo, deixem de ter pensamento CRITICO, logo, que contributo dão que não seja consolidarem os pensamentos únicos?
Não aos que avançam para o futuro às arrecuas ,e, quando no poder ou apoiantes do poder são meros seguidores deste, desde que os seus discípulos recebam umas côdeas.
Não, não, não , não a mixórdias!
Não a países e sombras, o Secretário Geral da CGTP diz que grande parte do trabalho é precário e com salários de miséria e que a contratação colectiva só abrange 500 mil trabalhadores, quando devia abranger 2 milhões , enquanto isto ,o 1º Ministro canta Hosanas aos novos empregos que nascem, sobretudo, para jovens, mas será mesmo assim? Basta!
Sim,,Sim, Sim á VIDA COM DIGNIDADE, HONRA ou o CAIR DE PÉ ,e nunca estar de cócoras, perante meros impostores, plagiadores ou fingidores

EIA:


SIM, SIM,SIM,SIM - a solução não é submeter-se aos terroristas, coruptos ou outros , a solução é LUTAR POR GOVERNOS COM PRIORIDADES CORRECTAS E COMPOSTOS POR GENTE DECENTE, LUTADORA, CORAJOSA E COMPETENTE .As cigarras têm um papel teatral a desempenhar, mas acabada a peça, cai o pano , e apropriam-se da vida e dos bens das formigas... logo... É TEMPO!....



LUTANDO.



PS:
Se o actual PS ( e o PS do pós 25 de Abril) tivesse a mesma coragem e grandeza que tiveram alguns dos seus fundadores ou militantes, entre outros, Tito Morais, Gustavo Soromenho, José Magalhães Godinho, Cal Brandão, capitão , na altura, hoje ,coronel, Manuel Pedroso Marques ,Palma Inácio, Maria Barroso, Fernando Antunes Costa ( um grande amigo),então, na luta contra o fascismo, agora, contra a corrupção, a impunidade, a injustiça fiscal, a desigualdade social, como os hojes e os amanhãs seriam diferentes! Assim, dá testemunho em texto escorreito e baseado em factos Maria José Gama em “Caminhos da Liberdade , Biografias”. (Sigo a autora, quanto a uns biografados, divirjo, desde há muito, quanto a outros, pela sua actuação pós 25 de Abril, e, sobretudo, pós 25 Novembro 75, como a autora e todos também sabem, com toda a luminosidade)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

NÃO!

                                                         Carta de Abril


Não à mistificação;

Não aos governos de terror de Pedro Passos Coelho;

Não à situação de pobreza em Portugal que se mantem, 50 cêntimos a mais dá para pouco mais que uma carcaça:

Não à propaganda e à arrogância de bastantes, agora, disfarçada de folclore;

Não à corrupção: É PRECISO INVESTIGAR, JULGAR, PUNIR E REAVER OS BENS PÚBLICOS ROUBADOS- NÃO a esta "FANTOCHADA" : mais de mil processos de inquérito, dos quais novecentos arquivados, pouco mais de uma centena foram para acusação, julgados e transitados em julgamento com prevaricadores presos, que se saiba, nenhum, mas a judiciária, de 3 em 3 dias, prende um suspeito, que depois esfumam-se pelos corredores dos tribunais , porquê?

Não à continuada degradação do Estado Social, nomeadamente do SNS, com 200 dias à espera da 1ª consulta ( pessoalmente estive 365 dias durante o governo de terror de PPC por uma consulta no Hospital de Santa Maria, e morreram mais de 2000 doentes com o síndrome gripal nas urgências por espera excessiva nas urgências e vitimas de frio, fome, desidratação, falta de medicamentação - situação referida por Maria de Belém numa tertúlia, but... era ministro da saúde o grande Gestor Paulo Macedo, pudera!!!!!)

Não à precaridade do emprego, ao emprego semiescravo e desemprego:

Não à injustiça fiscal, os mais riscos pagam proporcionalmente menos, têm escandalosos perdões fiscais, praticam evasão fiscal etc., consequentemente, os ricos ficam mais ricos, os pobres e os de rendimentos médio pior ou no mesmo ( só num pais vesgo se pode considerar que um vencimento acima de 1300 euros é uma fortuna, o que, um médico interno de um hospital do SNS que ganhe 2000 € é um privilegiado, quando, esses mesmos, nada dizem ao escândalo dos rendimento dos super-jogadores com milhões de euros ano, ou os super- gestores com 400 mil ou mais euros de vencimento ano. Que gentes cega e sem discernimento!)

Não à impunidade dos poderosos que desgraçam o país e os portugueses:

NÃO Á CEGUEIRA CATATÓNICA E IDEOLÓGICA QUE: OU NÃO VÊM OS CRIMES DOS EUA CONTRA A HUMANIDADE - GUERRA PREVENTIVA DO IRAQUE- OU ,DE IGUAL MODO, NÃO VÊM O GENOCÍDIO DAS POPULAÇÕES DE ALEPO,PRATICADO PELA SÍRIA E RÚSSIA. EM ALEPO MATA-SE TUDO O QUE MEXE- A GUERRA CONTRA O DAESH TEM DE SER DE OUTRA NATUREZA COMO TODOS OS MILITARES SABEM ( http://liberdadeecidadania.blogspot.pt/...) dizia em junho :” o DAESH pratica uma guerra subversiva perigosa pelo que tem de ser combatido de um modo multidimensional em termos de estratégia militar, politica, social, económica e tecnológica, mas, sobretudo, é de usar a estratégia geohumana- mais que canhões a intervenção social e humanitária nos países origens destes conflitos, como o general americano Patraeus propus em 2007, e , entre nós, outros o secundaram, but...

andrade da silva

LUTANDO....


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ORO!







Por Alepo, Portugal e todos os que sofrem dor - ORO!

ACABOU?


MY GOD!
Tu não existes.
não credito em ti,
não te amo.
Mas, impotente,
nos desertos do amor,
da dignidade,
da liberdade,
em que vivemos, e poucos ousam
semear a vida
ORO!


O melhor é este purgatório;
o pior, outro inferno.
grito, mas nem eco.
Resta a grande desilusão:
tu - MY GOD
ou o Inferno.
Entre duas espadas letais
ORO!
MY GOD!

ORO
pelas vitimas
de todo este engano
de toda esta vilanagem
de politicas e seitas
MY GOD!


Jaz, esventrado, sodomizado
o sonho inteiro de Abril
do Portugal, com Portugal, para Portugal .
EIA, agora:
as ditaduras cruzadas e cruzeiras, deslizantes
que nos derrubam!
MY GOD!
Tu não existes,
não te amo,
não acredito em ti,
mas, perante tanta e tal peçonha,
a ti ORO.

Oro ao nada,
e, já ,nada há, sendo:
corpo nu do Cosmos.
MY GOD!

TUDO ACABOU?

andrade da silva

11.dezenbro. 2016

PS: Não ORO de joelhos, ORO de pé dizendo oh seus G..... que andais a fazer?




05 - POEMÁRIO * A b r i l !






Para todos aqueles que não se renderam em Novembro




Não mais, Abril, serás um simples mês

de um qualquer ano, em maquinal vaivém

de fatal movimento planetário!

Padrão moderno, assim te quis e fez,

repulsa do sarcasmo e do desdém,

o braço instante, estreme e voluntário.



O Tempo em tantos tempos derivado

cumpriu-se no caminho percorrido!

O lenho que deu mar ao mar que havia

voltou ao pátrio solo definido

e o rústico pinheiro, transformado,

ganhou raízes novas em Leiria!



De ciclo em ciclo, o tempo imaginário,

caminheiro, desvenda e traça rumos

e sempre um novo azul fecunda e gera.

Abril é deste tempo asserto e prumos!

Abril será o tempo necessário,

diverso ciclo, a mesma primavera!





José-Augusto de Carvalho
In “Sortilégio”, Lisboa, 1986.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

01 - LIBERDADE E CIDADANIA * Eu não fujo de mim!




Diz quem sabe que “ostracismo é o afastamento (imposto ou voluntário) de um indivíduo do meio social ou da participação em actividades que antes eram habituais.”

Ah, a nossa muita amada Velha Grécia previu tudo! Confunde-me até ao deslumbramento o legado assombroso deste Povo-maior! Foi no Conhecimento! Foi na Poesia! Foi no Teatro! Foi nas Ciências! Foi na Política! Foi no Desporto! Foi no âmbito militar! Terá sido em tudo ou quase tudo que possibilitou o seu tempo!

Uma amiga de quem nada sei há anos, professora de Filosofia, dizia-me frequentemente: pois é, ainda hoje pensamos como a Velha Grécia quis que nós pensássemos!

Eterno aprendiz, sempre me deliciou a máxima sabedoria do velho Sócrates: “Eu só sei que nada sei.” Ah, que bom seria para todos nós, hoje e sempre!, se seguíssemos o esclarecido pensamento de um homem que teve a grandeza de dizer esta frase!

Às vezes, dou comigo a tentar imaginar alguns dos que conhecemos hoje virem reconhecer que nada sabem. Loucura minha, claro. Só um louco poderá imaginar ouvir do cimo do palanque um dos pretensamente iluminados confessar “eu só sei que nada sei”.

Enfim, adiante!

Falava de ostracismo. Sim, do ostracismo que voluntariamente me impus. Quantas vezes a paz interior nos impõe o recolhimento. Eu sei que é um recolhimento sofrido, mas há situações-limite. E quando assim é, mais vale uma atitude drástica a ficar a vida inteira a reclamar como o nosso Sá de Miranda: “Comigo me desavim / sou posto em todo o perigo / não posso viver comigo / não posso fugir de mim.”

No meu ostracismo voluntário, eu não lavei as mãos, como dizem que Pilatos lavou, desinteressando-se, cúmplice, do destino de Jesus. Eu defendi a minha postura e não fui ouvido. E deitar palavras ao vento ou falar com quem não está interessado em me ouvir e me responder não é solução que me sirva. Eu sei que não sou dono da Verdade; mas quem fala comigo ou se recusa a falar comigo também não é dono da Verdade. Para mais, o tempo, esse velho tempo que tudo coloca nos carris devidos, mais cedo ou mais tarde, é minha testemunha abonatória.

Não sou nem um vencedor nem um perdedor. Sou apenas uma pessoa que tem valores a que se dá e causas a que se entrega, sem restrições, sem rendições.

Eu não fujo de mim!

Aqui fica, para que conste e para memória futura.



José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 9 de Dezembro de 2016.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

05 - POEMARIO * Nunca mais!





De mim não falo, porque não importa.

De mim, apenas digo: aqui estou.

E grito não, que já ninguém suporta

a teia em que a cidade se enredou.



Falar no singular é pretender

que as pedras da calçada são só minhas,

que o luto apenas veste as andorinhas,

que a parte impõe ao todo o verbo ser.



A força conjugada que anuncia,

há séculos, a parábola dos vimes

germina, neste chão, plurais sublimes

de amor e pão, de cor e poesia...



E eu vou contigo... e tu comigo vais

gritar o não, o não de nunca mais!




José-Augusto de Carvalho
In  "Da humana condição", 2008.

domingo, 11 de dezembro de 2016

04 - A MEMÓRIA DOS HOMENS * A detenção do maltês


Este é o relato.

O maltês, que sempre vinha à feira, ano após ano, deambulava por entre as pessoas, gritando:

Quem muito dorme pouco aprende! Acordem!

Indiferentes, as pessoas fingiam não o ouvir. Uma ou outra murmurava:

É doido, para que lhe havia de dar!

O maltês não se dirigia directamente a ninguém. Se alguém o olhava com curiosidade ou como que mudamente o interpelava, não desviava o olhar nem parava e gritava:

Acordem!

Um dos membros da patrulha da Guarda Nacional Republicana aproximou-se dele e quis saber o motivo da exortação do maltês:

--- Então que se passa?

--- Esta gente parece não sentir como elas lhe mordem, senhor guarda.

--- Ah, sim?!, ironizou o agente da Autoridade.

--- É como lhe digo, confirmou o maltês.

O guarda olhou interrogativamente o camarada da patrulha:

Que fazer? Aquilo seria perturbação da ordem pública?

O outro guarda opinou:

--- É melhor levarmos o gajo ao comandante, assim ficamos a salvo de qualquer encrenca.

E lá foram, o maltês ladeado pelos guardas, rumo à vila. As pessoas olharam silenciosamente enquanto se afastavam, abrindo alas. As mais novas manifestavam uma curiosidade contida; as mais velhas, uma preocupação apenas perceptível num baixar de olhos ou num reprovador menear de cabeça.

Chegados ao Posto local da GNR, apresentaram-se ao comandante, um 1º. Cabo. Os soldados relataram a conduta do maltês e o motivo da sua detenção.

O comandante concordou com um movimento afirmativo de cabeça e fixou o olhar no detido. Depois, perguntou:

--- O detido ofereceu resistência?

--- Não, senhor! , responderam os guardas, ao mesmo tempo.

--- Na feira, as pessoas sentiram-se incomodadas com a conduta do detido?

--- Não, senhor! , de novo responderam em uníssono os guardas.

O comandante parecia meditar enquanto olhava o maltês. Seguidamente, disse:

--- Bem, vamos ao interrogatório…

Um dos guardas sentou-se à secretária para elaborar o auto e o outro saiu da sala.

--- Como te chamas?, perguntou o comandante ao maltês.

--- António Almas.

--- Qual é a tua profissão?

--- Trabalhador.


--- Isso somos todos, resmungou o comandante. --- Trabalhador de quê? O que fazes na vida?
--- Trabalhador do campo, precisou o maltês.

--- És natural de onde? Isto é, onde nasceste?
--- Não sei ao certo, sei que foi num monte, perto do Odiana, era o que dizia a minha mãe.

--- Sabes ler?

--- Não sei, nunca fui à escola.

--- És casado? Tens filhos?

--- Tive mulher. Morreu ela e a criança ao nascer.

--- Que vieste fazer à feira?

--- Acordar quem dorme?

--- Ah, sim?, estranhou o cabo da guarda.

--- Sim, senhor, quem muito dorme pouco aprende! , sentenciou o maltês.

--- Que queres tu dizer com isso?, perguntou o cabo da guarda enquanto lançava um olhar cúmplice ao guarda que registava a interrogatório.

--- Quero dizer o que disse, mais nada: quem muito dorme pouco aprende.

--- E onde aprendeste tu isso?,
quis saber o cabo da guarda.

O maltês encolheu os ombros.

O cabo da guarda não gostou do encolher de ombros e gritou:

--- Responde ao que perguntei!

Muito sereno, o maltês respondeu:

--- Toda gente sabe isto. Já minha mãe me dizia isso: filho, não fiques dormindo a sesta! Não sejas malandro! Vai procurar trabalho para ganhares para as sopas! Olha que quem muito dorme pouco aprende! 


--- Isso é política!, voltou o cabo da guarda a gritar.

--- Isso eu já não sei, disse suavemente o maltês.

Desconcertado, o cabo da guarda olhou o maltês. Seria aquele homem um pobre diabo ou um finório? E recordava a recomendação superior: na dúvida, arrecada-se.

--- Acabou o interrogatório, decidiu. --- Ficas detido e amanhã de manhã segues para a cidade. Lá, o Comando Distrital tratará de ti.


José-Augusto de Carvalho
Alentejo, Novembro de 2016.

sábado, 10 de dezembro de 2016

UM ONTEM DE SEIS ANOS.

Foto de João Andrade da Silva.





MÃE!

Partistes, para todo o sempre,

em 9 de Novembro de 2010,
Choramos.
Mas vives, entre nós,
E alegramo-nos por seres a nossa mãe.
Cantamos a tua alegria
e o teu amor.

MÃE!

viverás, eternamente,
connosco e no nosso seio.
Regamos as saudades com lágrimas
E com hino de agradecimento,
a tua coragem e abnegação

MÃE
QUERIDA MÃE!

teus filhos

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RE.-NASCER DA EQUIPA FUTEBOL BRASILEIRA E DA CIDADE.


É uma Emergência Humana e Psicológica apoiar esta equipa e a cidade, pelo que solicito aos colegas da Psicologia Plural , que através da OPP se mobilizem para com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Estado Maior das Forças Armadas, a Ordem Psicólogos Brasileiros e o Governo Brasileiro criarem uma equipa de psicólogos para agirem no terreno junto da equipa de futebol e da população da cidade durante 2 a 3 meses e, desde já - É UMA EMERGÊNCIA para ajudarem a RE-Nascer a equipa e a cidade .

Ultrapassar o Luto e RE-NASCER PRÁ VIDA!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

07 - REGISTO * Discorrendo: Não faças aos outros...


Sempre integrei as hostes que lutam pela igualdade de direitos e deveres, em todas as circunstâncias, sem excepção, porque a divisão de uma sociedade em classes determina a desigualdade de direitos e deveres.

Conhecemos a dolorosa caminhada do ser humano, uma caminhada de luta e sofrimento, uma caminhada de derrotas e tragédias que empapam de sangue e de luto a nossa memória colectiva.

Quisemos ultrapassar a vergonha do esclavagismo; quisemos ultrapassar a barbárie mais infamante das fogueiras ironicamente designada por autos-de-fé; quisemos ultrapassar o ultraje da tortura física, psicológica e moral e o desprezo pelos elementares valores da inocência e da dignidade da mulher desde menina; quisemos ultrapassar o nepotismo e as suas perversas consequências no âmbito familiar, social e laboral; quisemos, afinal, a justeza dos valores que ambicionam a suprema instauração da fraternidade ou, dito de outra maneira, a instauração do basilar princípio: não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Passaram milénios e a luta de hoje é a luta de sempre. Que difícil é cumprir a base da harmoniosa convivência humana: não faças aos outros o que não queres que te façam a ti!

Como é possível, depois de tudo por que passámos, continuar a existir quem se venda por um prato de lentilhas?

Como é possível continuar a existir quem construa a sua ventura com a desgraça do outro? Ou, como escrevi um dia, construir o seu palácio com a fome de um casebre?

Eu sei que pouco valho, que serei um grão de areia do imenso deserto; mas onde estão os que valem muito ou supõem que valem muito? Onde estão eles que não os vejo agir eficazmente pela instauração dos valores supremos do ser humano e da Vida, em sentido amplo? Onde estão?

Sinto uma tristeza profunda ouvindo falar de direitos humanos a quem os espezinha; sinto-me ofendido ouvindo falar de democracia, o tal poder do povo, a quem espezinha os direitos democráticos mais elementares; sinto-me insultado ouvindo falar da Verdade e sem poder perguntar a esses petulantes «o que é a Verdade»?

No ocaso da vida, depois de tantas e tantas decepções, recordo o que ouvia em criança:
«cortaram a cabeça a São João Baptista porque ele dizia as verdades». Esta frase e também estoutra «Deus manda ser bom, mas não manda ser parvo» sempre me acompanharam como ditos populares. Hoje, para meu desespero, são máximas comprovadas.

No ocaso da vida, confirmo, pela experiência vivida, que continua válida a sentença: ninguém fará por mim tudo quanto só a mim cabe ou couber fazer. Tal qual!



José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 6/12/2016.