sábado, 25 de novembro de 2017

25 DE NOVEMBRO 75 - O GOLPE DA DIREITA PORTUGUESA CORRUPTA.






5 NOVEMBRO  75 - GOLPE CIA,CAP, PS, DIREITA, GENERAL EANES E MILITARES DOS 9 CONTRA A REVOLUÇÃO DO POVO DE ABRIL.

O 25 DE NOVEMBRO 75 foi (depois falarei dos pretextos e contextos) o golpe bem quisto  pela América , os Alemães, o  PS, CAP, Direita e Extrema Direita e a Igreja Católica em geral,  efectivado  pelas tropas do  General Eanes, Pires Veloso, Jaime Neves  e militares dos 9 ,para impedirem a Albanização de Portugal, como puseram a correr com muita força, o que pela inspiração dessa gente, aconteceria com a tomada do poder pelo PCP ,apoiado pelo general Vasco Gonçalves e os perigosos e totalitários oficiais do MFA, naturalmente,  todos comunistas, ou pior comunas... coisas....


Logo depois da cisão do MFA em Tancos, fomos no Sul seguindo os preparativos deste golpe, através da ligação com o meu camarada Major Emílio, Enquanto,  o MRPP , o ELP  no terreno criavam um ambiente de guerra civil que com a cumplicidade da quase totalidade das forças Armadas e da Igreja Católica, nomeadamente, do Cónego Melo,  a norte, realizou  os ataques bombistas. 

 Em Lisboa  vivia-se, diz muita gente honesta e do povo, na quase anarquia que lançou o pavor - se a casa x ou y ,com duas ou três pessoas seria vandalizada, ocupada ou não ? e etc.etc.

 A Sul houve  uma grave  aceleração e descontrolo  do processo da Reforma Agrária na zona do Couço e Montemor, por causa de um erro estratégico de Pezarat Correia, que por manifesta incompetência, ou  premeditamente  retirou-me, em Julho 75, da Escola Prática de Artilharia  (EPA ) de Vendas Novas, desequilibrando totalmente a coordenação  que até Julho mantive no contexto da Reforma Agrária na zona de Acção da EPA, coordenação e autoridade  que dificilmente teria perdido em Agosto, o que, não facilitaria as acções de tomada de todas as herdades do Couço (uma zona muito quente com um líder popular forte, o delegado do sindicato Canejo, que os próprios militantes do PCP diziam ser do PCP B???, nesta zona também havia Coruche ,onde,  viviam grandes figuras do fascismo - família Rapazote e grandes personagens da Tauromaquia e marialvismo ) a Mora, feitas por aquele  delegado sindical ,e aqui também, os etc  etc..

Em todo este tempo Eanes, através de Almeida Bruno, Monge e Casanova Ferreira ia mantendo ligações com o PS, PSD  CDS, como o revelou Almeida Bruno num programa da RTP, sobre o 25 de Novembro.

 Pezarat Correia, ainda,  é uma figura central nesta conspiração, fornecendo através do quartel general todas as informações deturpadas escritas e publicadas e outras que levam Eanes a pensar , como me revelou em 13 de Março 1976, que de facto no Alentejo se tinha instalado o regime comunista,  com a sujeição dos trabalhadores a uma ditadura comandada pela nomenclatura do PCP, ideia que do mesmo modo serve a CAP, por levar à destruição da boa agricultura que eles representavam, e que também Pezarat Correia defendia no essencial,ou seja, boas terras reservadas para os latifundiários e as outras para quem as quisesse trabalhar e, ainda, Pezarat Correia tem  mobilizada a força militar mais reaccionária da região que prontamente às suas ordens sairá no 25 de Novembro 75, o  regimento de Cavalaria de Estremoz ( quartel que em 25 de Abril 74, devendo sair ás 3 h, só saíram ás 6h, depois em Lisboa cumpriram a sua missão, protegendo no Carmo  retaguarda das forças de Salgueiro Maia. Cumpriram! HONRADOS!)



Todos  estes factos  - e muitas outras esquerdalhices, como o assalto à embaixada de Espanha, acto de uma gravidade extrema, sendo que a embaixada deveria ter sido defendida por uma força comandada por um meu camarada capitão dos ditos moderados M., que não cumpriu com essa missão ,(porquê?) ,  e do mesmo modo o assalto ao Consulado de Espanha em Évora, em  que, uma vez mais, por erro ou cumplicidade Pezarat Correia incumbiu a PE de  o ir defender . Quando alertado para o facto passei por lá, e constatei  que essa PE e a PSP conviviam com os assaltantes, que algumas pessoas ROUBAVAM objectos do interior do consulado. e cá fora faziam actos de fé, queimando numa fogueira documentação,  acto bárbaro a que pus imediato cobro  (era mesmo assim e Pezarat Correia devia saber que era assim) - criaram o caldo necessário para a intervenção daquele agrupamento politico -militar  contra a Revolução de Abril, e  para intervirem   era preciso: 

o pretexto,

 e levar ao rubro a ideia incendiária -que estava em curso o processo de Albanização do pais, alerta que vai ter  seu momento alto na manifestação da Fonte luminosa, a  qual, para alguns dos participantes, ainda hoje , consideram como o  maior momento das suas vidas na defesa da liberdade, e chegados a este êxtase , o pretexto militar   chegou, como:



1 ~O general chefe do estado Maior da Força Aérea, Morais da  Silva,  decide  desactivar as tropas para- quedistas,  pelo que, estas com o aval de Otelo ocuparam as bases aéreas, facto que perante a gravidade da  decisão do general  torna compreensível, adequada e justa a sublevação dos para-quedistas para travarem a sua dissolução, logo, tomaram  um comportamento  MILITAR  à altura dos seus pergaminhos, em vez de levantamentos de rancho decidiram por uma acção mais musculada  e pertinente ,  não  estavam, consequentemente,   em  nenhum inicio de um golpe comunista, carácter que nem lhe pode ser  conferido,  em consequência das manifestações de apoio dos trabalhadores da cintura industrial de Lisboa, mesmo que resulte de uma decisão do PCP, que, mesmo nesta caso, era uma manifestação  de apoio aos para- quedistas , com a importância que se lhe quiser dar, conforme o lugar que se ocupar nesta contenta, contudo  o mAIS PROVÁVEL é que  questão ter-se-ia resolvido se Otelo e Costa Gomes travassem o General Morais da Silva, garantindo que os para-quedistas não seriam extintos e, logo,  o protesto militar , necessariamente,  teria de terminar. Para outra qualquer acção os para-quedistas estariam isolados. Com todos contra eles teriam de parar, logo,   não haveria golpe nenhum, todavia a Albanização continuaria e, isto, era inaceitável para eles e, sobretudo, para os américas-  é muito claro...



2. Também a CAP de Casqueiro entra em  acção e divide o pais em dois, em 24 de Novembro 75,  com as barricadas de rio Maior no que são apoiados pelo general Tomé Pinto, segundo Raul  Rosa Fernandes da CAP, e durante toda a noite de 25 de Novembro até às 6 h negociaram, segundo um elemento da CAP, o fim da reforma Agrária com Pezarat Coreia e Vasco Lourenço que lhes garantiu que tudo seria feito para satisfazer as suas reivindicações ( documentário de Margarida Metello sobre a reforma Agrária,episódio 2):



3-Também conforme  Otelo declarou no boletim  da A25A ~O Referencial-  um general americano, em nome de Kissinger, pediu a Vitor Alves para que dessem cabo dos militares comunas na tropa, e que se assim fosse, a América ficaria muito agradada com isso, consideravam   que submetida essa ala de militares daí prá frente tudo seriam, na perspectiva pró americana e alemã, favas contadas, então  os partidos contavam pouco. Vitor Alves se  comprometeu, e depois  tudo aconteceu com uma precisão matemática Como somos finitos Vitor Alves já partiu.



4- Também Costa Gomes foi convencido  que os para-quedistas estavam a iniciar um golpe do PCP, liderado por Costa Martins, a quem  chamou a Belém. Mas Costa Martins não era chefe  de golpe nenhum, todavia, disponibiliza-se a ir a Tancos, contudo ao sair de Belém é perseguido, e já não vai a Tancos, despista os perseguidores , refugia-se numa casa em Benfica e depois parte até Angola,onde, por pouco, não foi fuzilado, aquando golpe de Nito Alves por ser amigo deste ( segundo relato do próprio).



5- Ainda e num completo desnorte sem comando e orientação, porque  Otelo literalmente cavou do posto de comando, as tropas do seu comando,  numa acção  defensiva entram descoordenadamente em acção: o Ralis toma posição, contacta com a coluna de Salgueiro Maia que diz ao Dinis de Almeida - não  venho contra vocês! A Policia do Exército faz um plenário e é cercada e assaltada  pelos  comandos de Jaime Neves, depois de estar no canal de comando do general Costa Gomes, logo, os militares mortos  foi por homicídio,  Duran Clemente vai para a TV explicar estes nadas, Varela Gomes  voluntoriosamente procura fazer umas  coisas, uns nadas, os fuzileiros querem salvar a honra da Revolução, mas recebem a  ordem de Costa Gomes , através de Martins Guerreiro e Rosa Coutinho  para  ficarem sossegados, e evitar-se.desta feita, a guerra civil, trauma que desde sempre impediu Costa Gomes de tomar decisões militares que levassem as armas a falarem mais alto.



6- Nestes entretantos também  há o desvio de armas do Capitão Fernandes, facto  que o MFA devia ter perseguido com todo o rigor e um outro acontecimento inaceitável que é o vice  chefe do Estado Maior do Exército, traindo o general Fabião e todas as normas militares, entregar mais de uma centena de armas ao PS, através  de Edmundo Pedro. Um acto inaceitável, até porque o general Vice-.Ceme não era um revolucionário, seria, como diz essa alma "altiva "de António Barreto, um militar do, por ele , denominado Exército regular.



E nestas circunstâncias desenrola-se o golpe reaccionário, quando nenhum dos militares daquela esquerda tinha qualquer plano e não  foram  contactados para coisa nenhuma, além de termos ficado  sem comandante porque, como já disse e, sublinho,  Otelo  foi para casa dormir ,muito provavelmente com prévia combinação com  os nove,ou porque, como era seu hábito - não o  chatiassem, durante a refrega e  resolvessem  as coisas .Se ganhassem  ele teria  sido o grande comandante- Um grande comandante.



A sul os militares ficaram absolutamente sós sem ligação militar ou civil a ninguém. Íamos sabendo das noticias pela TV ,ou por contactos ocasionais com civis, assim, o Furriel Sequeira disse-me que no centro de trabalho do PCP de Évora lhe disseram que "toda aquela saga era um derrota da esquerda militar e que o PCP não mexeria uma palha" . Também fui procurado por Pinto S. para comandar uma centena de alentejanos armados de caçadeiras que se  disponibilizavam a defender Abril, e que a caminho para Lisboa essa coluna  chegaria a milhares, ideia e sacrifício que  recusei, porque seria um completo desastre, estava  e estou convencido que as forças de Jaime Neves, como já tinham feito em África massacraraam aquelas pessoas. Evitei o massacre ,não entrei na história como um glorioso mártir e, ainda bem, por causa das vitimas que cairiam.



Depois, no momento de exaltação da vitória, a 27 de Novembro, raiou a nova liberdade,onde, na reunião do Quartel general o vitorioso Capitão Moura do regimento de Estremoz exigia a imediata prisão de Fabião e Otelo, ao que se opus Pezarat Correia e o coronel Sousa Teles.

Logo depois desta reunião,sou corrido a toque de caixa do Quartel General de Évora por ordem de Pezarat Correia, e inicia-se a minha saga e a dos meus camaradas  do MFA tidos  como Totalitários  , muitos são logo presos e mandados para Custóias e a sua vida ou morte foi discutida.  No meu caso fazia parte da lista de militares a prender, ao que dizem feita pelo major Aventino Teixeira afecto ao MRPP, todavia segundo o tenente coronel Galamba de Castro que me recebeu com toda a dignidade e cortesia em Lisboa, o general Eanes não o consentiu, bem- haja. Mas depois, em Março de 76,     à FLAMA, ao mandar-me para a Madeira  com o rotulo do tal capitão da Reforma Agrária comunista. Acusarão com graves  efeitos mesmo no seio da minha família madeirense.



Mas quem eram estes perigosos militares  do Exército que os heróicos vencedores  de Novembro achavam que eram comunas ou comunistas, e que para uns deviam ser fuzilados, seria a linha dura de Jaime Neves e outros, e para outros presos e demitidos do Exército e foi esta linha que venceu, tendo como um dos seus comandantes o General Eanes e depois Rocha Vieira ( este  pelos seus serviços relevantes a esta Democracia tem uma pensão  vitalícia de 13 mil euros ,e também fez publicidade enganosa a um banco acusado de práticas corruptas, o do sr. Cordeiro, dessa publicidade retirei a regra de escrever entre parêntesis, arte, em que o sr.General é mestre) listemos  alguns:


 Jovens capitães, há menos de um ano no posto,com 25 a 27 anos de idade: Amílcar Rodrigues, (já partiu) Andrade da Silva, Lameirinhas e Miranda( já partiu), outros mais antigos Cuco Rosa,Dias Costa  Dinis de Almeida , Duran Clemente e uns um pouco mais velhos Major Borrega (já partiu) Campos de Andrada, Otelo, Major Queiroz de Azevedo, Tomé.




Uns  até  foram  depois 10 anos depois  julgados em tribunal, por causa desta inventona,   como  aconteceu com os meus camaradas Lameirinhas e Miranda e todos fomos submetidos ao julgamento do Conselho Superior de Disciplina do Exército, onde, sem fundamento fomos acusados de TUDO.  Dizia um camarada que  não nos acusavam de sermos os responsáveis pelo terramoto de 1775, porque apesar dos generais julgadores serem já vivos então, nós não éramos tão antigos, éramos jovens. ( Pelo   muito serviço destes senhores generais ao regime anterior pedi a sua escusa para me julgarem, e fui punido pelo senhor general do 25 de Abril, Garcia dos Santos com 5 dias de detenção. Também estive dois anos preso na Trafaria por não ter permitido que em 18 de Abril 1976, o Gang os diabos à solta do Funchal,me fizessem "a folha"). Estivemos a ser julgados durante muitos anos. no meu caso 6. Muitos dos meus  camaradas foram passados à reserva compulsiva. Assumi e  travei uma batalha de  vida ou de morte,  venci e regressei a quartéis, onde, ao longo de mais 30 anos nos momentos de ser promovido tinha de responder por aquelas acusações, e era sucessivamente preterido, mas saí vitorioso pelo  meu trabalho e porque há muito comportamento militar honesto no seio do Exército. 

Resta acrescentar que de verdade no meu longo relatório de práticas criminosas  assinado por um dos mais elevados dignitários do Comando Exército   está o meu nome, que estive naqueles lugares naqueles dias, mas não  a fazer o que me acusam de " aparentemente estar a fazer", ou de promover ocupações selvagens de terras  com selvagens, e muito menos ter prendido quem quer que fosse. Todavia, acertaram em pleno numa acusação - que era exuberante, pois aos 26 anos queriam o quê? Porém,  este grave defeito  tem sido reconhecido antes e depois. como uma qualidade, foi objecto de vários louvores, mesmo em Dezembro 1974, e até o facebook hoje o reconhece (  João, nossa análise examinou cada detalhe do seu rosto e confirmou...  Você emana muita energia e alegria de viver!) Que grandes e justos militares,cidadãos  nos julgaram e, sobretudo, ao fundarem este regime à sua imagem e semelhança prestaram um óptimo Serviço a Portugal, aos Portugueses e à Humanidade que o COSMOS nos faça a todos justiça - MALDITOS!

Passados 42 anos do 25 Novembro 75, alguns dos meus camaradas dizem que para se chegar ao estado em que estamos com corrupção de milhões, impunidade própria  de um regime ditatorial e podre, não era preciso fazer nenhum 25 de Abril, e terão alguma razão. mas a revolução de Abril vale por aquele período histórico do 25 e Abril 74 e 25 Novembro 75, que como as chamas que voam, de um lado para outro,  poderão provocar um grande incêndio que acabe, de uma vez por todas, com tanta vaidade em saldo e corrupção encartada.

PORTUGAL DE ABRIL ACORDA!

andrade da silva
capitão e delegado do MFA,  então, eleito pelos  meus camaradas

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ESCÂNDALO,VERGONHA -NOJO REPELENTE


EIA UM FRUTO VENTUROSO  DO "GLORIOSO" 25 DE NOVEMBRO 75 - o GOLPE CONTRA OS PERIGOSOS MILITARES COMUNISTAS-CONÇALVISTAS E TOTALITÁRIOS!

UM ESCÂNDALO NACIONAL,HUMANO CIVILIZACIONAL DINHEIRO AO DESBARATO AOS EX.- POLÍTICOS

TENHAM VERGONHA O PAÍS É DOENTE;VELHO E POBRE DEVOLVAM ESSAS VERBAS À NAÇÃO que NÃO MERECEM E FAZEM FALTA À SEGURANÇA SOCIAL SEUS.....

EIA:

 QUEM CALA CONSENTE... É CÚMPLICE:

È um assunto tabu, porquê?

Todos têm direito a uma pensão de acordo com os anos de trabalho e descontos que fizeram de resto È UM ESCÂNDALO LOGO fim DESTA BANDALHEIRA PROTOFASCISTA.

E o impoluto e democrata general Rocha Vieira que lutou nas barricadas do 25 de Novembro 75 contra os militares comunistas que mandou para julgamentos militares ganha a maior pensão de €13 607,21, como, último Governador de Macau. No entanto, no caso deste, a subvenção é alvo de uma “redução 

a LISTA:..

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

EIA - REVOLUÇÃO AGRÁRIA NO ALENTEJO!....

                                   video da reportagem:     http://www.rtp.pt/play/p2888/reforma-agraria


Um documentário histórico sobre a Revolução Agrária no Alentejo, de que é um retrato muito completo do que se passou e do que é UMA REVOLUÇÃO, nomeadamente, o 2º episódio, quanto à área,onde, pessoalmente  estive e de que dou testemunho. Área que se estende de Évora a Alcácer do Sal, passando por Montemor, Brotas,Ciborro, Escoural, Lavre, Cortiçadas do Lavre, Vendas Novas,Safira, Cabrela, Ganhas,Mora, Cabeção, Couço, Coruche, Pegões .

 EIA UMA REVOLUÇÃO, uma vera história contada pelos protagonistas.

Como militar participante neste processo , à altura um jovem tenente/capitão ( capitão em 75,tenente em 74) presto o meu louvor à Jornalista Margarida Metello, à sua equipa e a todos os jornalistas que a distinguiram, o que, os honra, bem como, a Joaquim Pedro com quem há dias , em Vendas Novas




                                                      REVIVENDO.

, evocamos estes acontecimentos- tão vivos-  que mudaram a vida e as vidas no Alentejo, e a minha homenagem em sentido e continência, como militar , com toque de finados e alvorada aos alentejanos que já partiram e estiveram nesta gesta e às suas vitimas Caravela, Casquinha e o filho de Veiga Teixeira, que vivendo em Coruche foi assassinado em Santarém e aos meus camaradas capitão Amílcar Rodrigues, Major Gil e Alferes Guerra. 

Nunca nos guiou o ódio contra ninguém, como o disse em Montemor ao meu camarada de armas Vacas de Carvalho, filho do latifundiário de Montemor Vacas de Carvalho.



Orgulho e honra foi estar no Meio de uma Revolução que mudou tudo, com erros das Revoluções, mas sem sangue. O atraso na regulamentação da lei da Reforma Agrária do Ministro Oliveira Baptista e outros factores conjunturais e estruturais não ajudaram as coisas no terreno.

O terreno é muito diferente do que contam os mestres da manipulação escrita. Os escribas são uns servos e inimigos da história feita pelo povo e os que o acompanham, onde, as coisas acontecem ,e, parecendo que não, é mesmo o terreno que é o palco dos factos..

Mas, não será estranho que só 40 anos depois e numa breve entrevista alguém me tenha perguntado alguma coisa sobre o que andei a fazer na Revolução Agrária, quando no Exército pós 25 de Novembro 75 encontraram matéria para me julgarem durante 6 anos no Conselho Superior de Disciplina do Exército, num processo com milhares de páginas, onde,  depuseram, entre outros, o General Ramalho Eanes,General Fabião, general Pezarat Correia, Coronel Sousa Teles, trabalhadores e latifundiários? Não será mesmo estranho?  Será que há  medo da história real que o povo alentejano de então conhece? Será que querem esquecer , apagar o glorioso papel do MFA na Revolução Agrária no Alentejo?

Papel de paz, como sempre o afirmou e de um modo incondicional o General Fabião.

Acresce sublinhar com todo o vigor que o Amílcar, o Guerra, o Major Gil já morreram, e os que estamos vivos, de todo este processo, para além das perseguições da direita protofascista, só recebemos a amizade de alguns e o esquecimento induzido de muitos,muitos, outros que muito beneficiam com o 25 de Abril: são poder e têm direitos.

andrade da silva, então, tenente/ capitão delegado do MFA eleito. 


Margarida Metello vai receber o galardão na categoria de televisão pelo documentário que fez sobre a Reforma Agrária no Alentejo, emitido na RTP2 em ...
RTP.PT

ANGOLA ,PORTUGAL :VITÓRIAS E!...

Lumbala Velha,Angola, 71/72

Sempre que cai um ditador é uma vitória. A queda de um ditador torna mais frágil a posição de um seu  eventual sucessor, foi assim em Portugal, ao todo poderoso salazar seguiu-se um mais titubeante ditador Marcelo,o  que, facilitou os actos da geração de Abril. Logo honra às decisões do actual presidente de Angola. Virão quiçá os marços e os novembros, mas  algo está a mudar e os angolanos têm de fazer com que a Democracia e o desenvolvimento aconteçam.

 Dizia no Expresso  o jornalista  angolano Marques que se o presidente tocasse no núcleo duro dos interesses de  Eduardo dos Santos corria o risco de ser apeado. O Presidente é um general e, como tal, sabe que tem de organizar a defesa e o ataque, e, neste campo, com o povo numa  aliança POVO-PRESIDENTE será vitorioso, como foi em Portugal a POVO-MFA, até a derrubarem no 25 de Novembro 75, porque a aliança se quebrou.

Em Portugal a aliança POVO-MFA  venceu os Marços e em Novembro tudo se perdeu.  Como diz o sinistro António Barreto o exército regular derrotou o MFA, e, assim, perante a indiferença de todos, os mais lidimos militares do MFA e da aliança Povo- MFA foram presos, e a caminho de Custóias, como, o disse o meu camarada major Cruz de Oliveira, pensou-se em mandá-los para outra estrela, não o fizeram, mas EXECUTARAM-NOS profissionalmente e   socialmente:  uns por vontade própria- a direita fascista e protofascista, outros,  consentiram tais  crimes para salvarem a sua pele, a dos seus militantes e partidos,  e,  de tal sorte,  nos deixaram cair sem nunca se terem  arrependido, mesmo os  que  com  desplante retórico chamam-lhes heróis de Abril, mas retirando os rebuscados esquecem-nos  por completo e  com absoluta arrogância... logo se aqui em Portugal tudo isto aconteceu, naquela longínqua África o que  poderá acontecer???? 

Porém,  este momento que pode ser derrotado daqui a pouco é IMPORTANTE, porque deixa um sinal de que  nada é eterno,  conquanto,  aqui, em Portugal, a podridão corrupta e vígara  que os testas de ferro do capitalismo selvagem trouxeram  para Portugal com Mários Soares, Ricardos Salgados, Cavacos, Barrosos, Varas, Santanas Lopes ( de novo aí) Dias Loureiros  Sócrates. Passos  Coelhos  e, agora, na  versão arco-iris, muito cantada por quem recebe esmolas - bem vindas - se mantenha.

A luta contra a corrupção e a desigualdade é uma luta mais perdida  do que ganha em Portugal.  É evidente que  apesar de todas as encenações os corruptos estão blindados a qualquer julgamento, as leis que os seus deputados- funcionários fizeram não permitem que a República, em nome do Povo, os julgue e arreste os seus bens. Eles são os ricos e poderosos , e nós, na nossa maioria, somos os tais velhos, doentes, pobres e abandonados de que fala o excelso ministro da saúde.SALVE!.....

Não sei se Angola  vencerá, mas, como no 25 de Abril 74, de novo, espero que Angola e o seu povo vençam na aliança  POVO-PRESIDENTE e   lutem   por  uma Angola, da paz, da democracia, da liberdade, da Justiça social.

EIA O  MEU VOTO:

ANGOLA PRÀ FRENTE PELA PAZ  E POR  UMA DEMOCRACIA AVANÇADA SEM DITADORES E CORRUPTOS E SEUS  CÚMPLICES E LACAIOS-  estes um Nojo!

andrade da silva

Caçada em Angola Dezembro de 71

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VIVA A LIBERDADE!


CAI MUGABE, HOSANA! Apesar de  já ser   um morto-vivo.
CAI ISABEL DOS SANTOS, SERÁ DESTA QUE A LIBERDADE NASCE EM ANGOLA!
PRESIDENTE LOURENÇO ESTAMOS CONTIGO.
VIVA!
TODOS OS CORRUPTOS, TODOS OS METRALHAS,TODOS OS DITADORES PARA A PRISÃO.
TODOS OS LOUCOS NO PODER PARA OS MANICÓMIOS.
Para todos os aldrabões no poder pimenta na boca e pontapé no traseiro .

VIVA A LIBERDADE!
andrade da silva

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PELOS VALORES E COM OS VALORES.


Que os valores sejam sempre a coluna vertebral e o pensamento mais alto da formação e da prática de todos.: o serviço à Pátria. a lealdade, a coragem,o pensamento critico,o espírito de missão,mas também o sentido da grande responsabilidade de defender quem comandamos, para que desamparos pelo poder politico, como aconteceram na 1ª Guerra e noutras guerras nunca possam ser aceites pelos Chefes Militares., cujos 1º passos são dados na AM.
Aos novos camaradas aquele abraço e que a vida difícil e dura não ofusque, nunca, o direito a uma justa e correcta camaradagem por parte dos camaradas cadetes mais velhos e também quanto ao exercício da acção disciplinar e de formação pelos comandantes.,instrutores e professores
Quero registar que neste Outubro, quando passamos pela Amadora para comemorar os nossos 50 anos de entrada, ingressamos em 1967, registei o grito da AM mais vibrante que já ouvi - mais forte que o troar de um grupo de artilharia em eficácia. e as palavras de muita frontalidade e coragem do capelão
.Aos novos camaradas oficias do Exército e da GNR Bom-Sucesso! Bem-haja a AM e ao seu general comandante pela grande cerimónia que nos foi proporcionada.
VIVA PORTUGAL! VIVA A AM! CUMPRIREMOS SEMPRE A NOSSA MISSÃO PARA COM A PÁTRIA,OS PORTUGUESES E A HUMANIDADE!

andrade da silva coronel situação militar reforma.

PS: Comentário postado na página Academia Militar. Todavia praticar os valores é um acto do maior risco,mas marca a diferença.... 

domingo, 12 de novembro de 2017

IMAGINEM QUE....



Desculpem lá, mas tenho de comentar à minha maneira

Ele há cada um….então não é que tenho sido bombardeado com uma noticia(?) que me deixou perplexo: a PSP a mando do MP entrou por um velório dentro e…zás, levou os corpos dos falecidos, perante o espanto e irritação dos velantes….são situações destas que nos fazem pensar como era diferente o velório noutros tempos. Se não vejamos:

Princípio do séc XX . Início dos a nos 20. Uma pequena aldeia no nordeste transmontano de seu nome Larinho. Como todas as aldeias era pobre, mesmo muito pobre. Tão pobrezinha que os moradores não tinha dinheiro para fazer os funerais com a pompa que hoje se realizam. Havia um esquife de serviço publico ( penso que foi o serviço que antecedeu o leasing….)ou seja, meia dúzia de tábuas pregadas de modo a imitar um caixão. Os defuntos eram velados em casa ( o velório consistia numa “ festa”,  isto é, as pessoas iam aparecendo ao longo da noite e …comiam , bebiam e…contavam histórias, sobretudo das que tinham a ver com o morto…era a forma de o homenagear pois, segundo o Eça, todas as pessoas, durante dez dias – dez – após a morte são sempre boas pessoas…) mas voltando à nossa história, havia o tal esquife onde as pessoas eram colocadas e nele eram transportadas , a pé , até ao cemitério, que ainda é anexo à Igreja. Ali era deitado o corpo para a campa, coberto de terra e lá ficava ( as “artes” funerárias, ou seja as campas bem ornamentadas só começaram a aparecer depois da emigração já que até aos anos 70, 80, as campas eram de terra e com um simples número de identificação). O esquife voltava para uma sala de arrumações que há ao fundo da Igreja à espera do morto que se seguisse

 Ora num desses funerais os homens que transportavam o esquife, numa das curvas da rua que levava ao cemitério calcularam mal o ângulo e bateram com o caixão nas pedras da parede. O esquife caiu ao chão, partiu-se e o falecido com a queda “ ressuscitou” ou seja, abriu os olhos e falou. ( devia ter tido uma paragem cardíaca e a queda funcionou como desfribilador…). Toda a gente a gritar e a fugir, assustada…a viúva ( o morto era homem) lá se agarrou ao marido e ainda viveram mais meia dúzia de anos, felizes…não para sempre mas até ao dia em que o homem “ voltou” a morrer.No dia do funeral e quando se aproximavam da curva onde da primeira vez tinham batido, ouve-se a voz, bem alta, da viúva, gritando : “ Cuidado com a esquina”…esta história contou-ma minha avó Glória, indicando o nome da família …e a esquina foi chamada de   “ esquina do morto” durante vários anos.
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Agora imaginem que havia PSP, MP e outros agentes……

Dorbalino Martins

PS: Agora havendo dinheiro e loucura quanto baste janta-se no Panteão com ou sem farra  de stripas .... coisas  (AS)